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Existe alguma relação entre escrever e correr?

A escritora norte-americana Joyce Carol Oates, no livro A Fé de um escritor, assegura que sim, que existe uma relação íntima entre correr e escrever.
Num capítulo com o título “Correr e escrever” começa por dizer:
Correr! Se existe alguma atividade mais prazenteira, mais estimulante, mais propícia a alimentar o exercício da imaginação, não me ocorre que outra poderá ser.
Ao correr, a mente voa juntamente com o corpo; a misteriosa eflorescência da linguagem parece pulsar no cérebro, ao ritmo dos nossos pés e acompanhando o movimento oscilante dos nossos braços.
Depois de fala da sua experiência pessoal, Joyce Carol Oates acrescenta:
Escritores e poetas são famosos por gostarem de estar em movimento. Se não for a correr, a andar de bicicleta; se não for a dar ao pedal, então a andar a pé.
E acrescenta:
Os grandes poetas românticos ingleses foram nitidamente inspirados pelos longos passeios, fizesse chuva ou sol…
E cita Wordsworth, Coleridge, Shelley, Henry David Thoreau; Chardes Dickens, Walt Whitman, entre outros…
E dá o seu próprio testemunho, ao escrever:
Correr é uma meditação; na sua forma mais prática, permite-me percorrer com os olhos da mente as páginas que acabo de escrever, procedendo a uma leitura de provas para encontrar erros e melhorar o texto…
E conclui:
As atividades gémeas de correr/escrever mantêm o escritor razoavelmente s\o e na esperança, ainda que ilusória e temporária, de manter tudo debaixo de olho…
Podemos concluir que, a crer na experiência de tantos escritores e poetas, correr ajuda o processo de escrita, seja no que toca a procurar e organizar ideias, seja no que diz respeito ao processo de melhoria e revisão do texto.
Enfim, corre e escreve…, mas não escrevas a correr!
Boas escritas!
 
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