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Curiosidades Literárias

Experimentar escrevendo

Georges Perec era o único filho de uma família de trabalhadores judeus polacos que emigrou para a França na década de 1920. O pai morreu lutando como voluntário durante a Segunda Guerra Mundial e a mãe no campo de extermínio de Auschwitz. Ele foi salvo graças aos tios paternos que o adotaram e o ajudaram. A sua obra literária é considerada uma das mais importantes do século XX.

Perec baseou os seus trabalhos na experimentação como forma de criar e um dos mais importantes foi “La disparition” (o desaparecimento), título irónico que remete para o “desaparecimento” da letra e do livro no mundo.  

A letra «e» é a vogal mais utilizada na língua francesa. No castelhano, a vogal mais repetida é o «a», pelo que a tradução para o espanhol foi um trabalho muito intenso que começou na Universidade Autónoma de Barcelona, ​​em 1986, com o professor Marc Parayne e um grupo de alunos e foi retomado em 1990 por vários especialistas. A dificuldade em fazer a tradução do original é enorme. Como se mostra neste parágrafo:

Em francês, onde não há “e”: “On noya dans l’alcohol a po chard, dans du formalina a potard, dans du gas-oil a motard”.

Em espanhol, onde não há “a”: “Se hundió el bebedor en un porrón, un doctor en poción, un conductor en bidón”.

É assim em todo o livro que a editora Anagrama publicou em espanhol em 1997…

Escritor
George Perec

O criador do Mickey Mouse

Walt Disney, que se tornou multimilionário com seu império de desenhos animados, tinha medo de ratos. Essa foi precisamente a razão pela qual a sua personagem mais popular no mundo foi um rato. Ele tinha a teoria, não rebuscada, a propósito, de que temos de enfrentar os medos para eliminá-los. Funcionou ás mil maravilhas com ele.

Rosto de Walt

E por falar em desenhos …

Os desenhos animados do Pato Donald foram proibidos durante muitos anos na Finlândia porque o personagem não usa calças. Possivelmente ninguém mais no mundo teria notado esse detalhe. Mas … há patos que usam calça?

As calças de Donald

Mania da perseguição

Ernest Hemingway manteve, durante anos, a teoria de que foi secretamente perseguido pelo FBI. Poucas pessoas acreditaram nele e atribuíram essa ideia à sua personalidade extravagante e imaginativa, mas o escritor estava certo. Documentos recentemente revelados revelam que o FBI monitorizaram suas atividades desde a Guerra Civil Espanhola (por causa da sua simpatia pelo lado republicano) até aos seus últimos dias. Além disso, existem teorias que associam essa espionagem ao suicídio do escritor.

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